Insatisfeito sem ser Reativo

Steve Jobs sabia bem o que queria e conseguiu. Sua história é inspiradora e, por ser um mito, surge a curiosidade natural de conhecer mais sobre sua vida. Uma passagem intrigante é quando Jobs é demitido da Apple, em 1995. Como pode o fundador ser demitido da própria empresa?

Certamente esse fato marcou a vida de Jobs e demonstra uma das características de sua personalidade: Jobs era reativo. Tinha uma mente brilhante, sabia o que era o melhor para a empresa e o que precisava fazer para atingir seus objetivos. Mesmo com tantas qualidades foi demitido.

 Muitos adolescentes têm um comportamento arrogante, com respostas para todos os problemas do mundo e tendo a certeza do que é melhor para si (e, claro, não atendendo os pedidos dos pais). Os adultos vendo esse comportamento imediatamente reconhecem como ridículo. Demonstram falta de percepção de como a vida funciona, justificada nos adolescentes pela “pouca experiência”, não sabendo como articular e persuadir para levar suas ideias adiante.  Para algumas pessoas esse comportamento taxado como “ridículo” segue mesmo quando adultos, quando se tornam reativos.

Nas empresas existem diversas formas de promover mudanças internamente, que iniciam quando se percebe uma oportunidade de melhoria ou descontentamento e insatisfação. Certamente, ao ser demitido,  faltou a Jobs a capacidade de persuadir e convencer o board da Apple sobre o melhor caminho a seguir. Preferiu sair da empresa à buscar um caminho de resolução de conflitos.

Em situações onde buscamos mudanças por insatisfação devemos iniciar pela exposição das nossas ideias justificando de maneira racional o porquê da necessidade de mudança. Expor essa ideia a pares ou outros funcionários e escutar opiniões diferentes. Escolher executivos que podem comprar a ideia e ajudar na sua implementação.  

No mercado atual do Brasil com oferta quase plena de empregos, é comum funcionários pularem essas etapas e aceitarem propostas de concorrentes com promessa de solução dos problemas. Aceitar uma oferta de trabalho por insatisfação no emprego atual sem antes fazer tentativas de implementar as mudanças consideradas necessárias demonstra falta de amadurecimento profissional, dificuldade em lidar com diferenças de opinião e comportamento reativo.

Implementar mudanças exige dedicação e esforço, é preciso sair da zona de conforto, estar disposto a se expor e ter coragem – mesmo para o fundador que já não tem o controle acionário da empresa. E é como as empresas conseguem melhorías contínuas se diferenciando positivamente dos concorrentes. Quais mudanças significativas você vai implementar em sua empresa e qual a forma mais efetiva de implementá-las?

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Tomada de Decisão em Empresas de Capital Aberto

O analista Fernando Siqueira da Corretora Fortress, que analisa empresas de Tecnologia, estima dividendo por ação para a Super Eletronics SA de R$0,95 por ação, com preço alvo da ação em R$96,50.

O início dessa história é fictício, mas é um exemplo de como funciona o mercado de ações e o início do ciclo de suas interferência na gestão das empresas.

Tendo como objetivo aumentar o valor de mercado da empresa, a opinião dos analistas é uma obsessão para os executivos de uma empresa de capital aberto. Os executivos se sentem pressionados a, no mínimo, atingir o objetivo estipulado pelos analistas, preferencialmente superá-los.

E como essa cultura afeta a tomada de decisão?

As análises são revistas no mínimo a cada trimestre, geralmente quando as empresas divulgam os resultados. A tendência dos números para o mercado deve sempre ser igual ou superior ao crescimento dos setores de atuação da empresa.  Em outras palavras, qualquer novo investimento deve ter resultado positivo dentro do trimestre seguindo as expectativas do mercado.

Essa visão explica em grande parte a dificuldade do crescimento orgânico de muitas empresas, que encontram uma alternativa para o crescimento por meio de aquisições de outras empresas ao invés de investir em novos produtos e fábricas ou aumentar o esforço de vendas, por exemplo.

Temos algumas exceções, como os investimentos do Eike Batista na Bolsa abaixo da holding EBX, como a LLX que está construindo Superporto do Açú

Projetos de longo prazo no geral passam longe da Bolsa pelo risco inerente à grandiosidade do projeto, reduzindo de forma exagerada o valor das ações.

A forma que as empresas já estabelecidas encaram o mercado não deixa margem para resultados em médio prazo em detrimento do curto prazo. Cabe aos executivos da empresa convencer o mercado – e principalmente os analistas – que às vezes a redução no lucro do trimestre ou ano vai gerar um resultado futuro acima do projetado, o que aumenta o valor de mercado da empresa e viabiliza o crescimento orgânico.

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Coragem Corporativa

Grandes e pequenas empresas exigem coragem na tomada de decisão aceitando-se o máximo risco calculado, onde se espera conseguir o maior retorno, quando não há falhas.

Muitas oportunidades e ações com grande potencial futuro são descartados por falta de coragem. Promover um jovem à funçãos de liderança, decidir ou influenciar para a expatriação de um funcionário, promover internamente a aquisição de uma empresa, decidir por reestruturações, investir no desenvolvimento de um novo produto.

Entre os  empreendedores temos exemplos do Steave Jobs esperando 10 anos para fazer dinheiro com a Pixar, Eike Batista enfrentando todos os problemas logísticos para exploração do ouro no Amapá na década de 80 entre tantos outros.

As empresas tem perfil diferente quanto a aceitar risco, onde as principais decisões costumam ser centralizadas na mão de alguns poucos que entram em concenso sobre a tomada de decisão. Essa optidão por riscos ou conservadorismo é fundamental para o futuro da empresa definindo seu rítimo de crescimento oui até mesmo declíno.

É importante que o nível de aceitação de risco esteja alinhado entre os funcionários e que oportunidades não deixem de ser aproveitadas por falta de coragem e comodismo. A liderança deve buscar tirar os funcionários da zona de conforto de forma que tragam novas oportunidades para serem discutidas e evitar atitudes que inibam a criatividade e inovação.

A curiosidade e insatisfação das novas gerações e experiência de conultores e novos funcionários deve ser aproveitada e o comportamento naturalmente curioso e destemido das crianças podem nos trazer boas lições onde a curiosidade traz aprendizado, desenvolvimento e novas oportunidades

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Valor das Pessoas nas Organizações

Estrutura, processos e pessoas: estes três elementos são reconhecidos como os pilares de uma organização. Vejo as pessoas como o pilar mais importante e a liderança da empresa, em conjunto com o RH, os atores principais para garantir uma cultura de respeito aos funcionários.

Conheço executivos que tratam funcionários no limite do assédio moral degradando o ambiente de trabalho, onde já se espera um alto turnover em decorrência desse comportamento destrutivo. Pessoas que fazem lembrar o famoso comercial da Reebok com o Terry Tate.

Por outro lado, há outros executivos  que são reconhecidos pelo valor que dão às pessoas. Independente dos problemas, sempre mantém uma comunicação respeitosa e diálogo aberto. Eles ajudam a manter um ambiente de trabalho equilibrado, mais produtivo no longo prazo e com menor turnover.

Perder um funcionário pela forma como é tratado na empresa é uma estupidez e infelizmente ainda é muito frequente. Ao contrário do que se costuma dizer, tenho convicção de que muitas pessoas não são substituíveis. Temos diversas personalidades reconhecidas pelo seus feitos, seja no futebol, como Pelé e Ronaldo; na música, como Bach e Mozart e tantos outros talentos únicos que conhecemos. Na empresa também temos talentos únicos e devemos criar um ambiente propício para sua permanência e desenvolvimento contínuo.

Mudanças organizacionais devem ser imediatamente e amplamente comunicadas para toda corporação. Novas contratações, desligamentos voluntários ou não, reestruturações e alterações de funções. É necessário que os funcionários percebam o valor das pessoas para a liderança da empresa e sintam-se parte de um grupo com objetivos comuns e vencedor. E, acima de tudo, onde são respeitadas como pessoas, independente dos desafios profissionais.

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Motivação

Ter motivação, ou motivo para ação, é o que nos impulsiona para realização das atividades e desafios diários. Muitas vezes, o termo é utilizado no sentido de paixão e comprometimento pelo trabalho.

Esse sentimento sempre é gerado internamente, entretanto o ambiente pode afetar de diversas formas. A pirâmide das necessidades de Maslow gradua bem as necessidades humanas e tem uma forte relação com a motivação, além de servir como base para o entendimento de como podemos despertar a motivação. Muitas vezes é preciso um estímulo para gerar bons resultados para as empresas, seja gerenciando uma equipe ou em nós mesmos.

 

Quando criança, costumava participar de campeonatos de natação. Eram provas curtas, de 25 a 100 metros, que não duravam mais que dois minutos. A expectativa da largada até o momento da chegada era uma sensação única – e é esse sentimento que tento levar para o trabalho no dia-a-dia. Devemos ser apaixonados e competitivos no que fazemos, dedicar nosso melhor para o trabalho.

Caso esse sentimento não exista, é recomendável refletir se sua atividade profissional realmente traz sua  realização, como menciona Maslow, de forma que se consiga manter com um nível de interesse e energia que gera resultados positivos de forma consistente ao longo do tempo. Tal nível de energia e interesse muitas vezes não acontece de forma espontânea, porém o autoconhecimento nos permite direcionar as atividades diárias e pensamentos de forma a alcançá-los.

No trabalho devemos buscar criar um ambiente propício para estimular a motivação na equipe de trabalho. Isso pode ser feito criando um ambiente onde as pessoas tenham interesse em fazer o melhor, entendendo cada funcionário e sabendo como estimulá-los individualmente, delegando, compartilhando responsabilidades, dando feedback nos momentos ideais e fazendo com que cada um entenda sua importância para o resultado que se busca. Também é importante que se seja um profissional que as pessoas gostem de interagir e de ter no grupo de trabalho.

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Produtividade

Márcia chega no trabalho terça-feira pela manhã. Percebe a mesa desorganizada com papéis antigos e, antes de ligar o computador, resolve organizar os documentos por apenas 30 minutos. Depois de tomar um café, percebe que o melhor é sair e comprar um adaptador para ligar seu computador na tomada seguindo o novo padrão brasileiro, pois o adaptar que costuma pegar emprestado não está disponível.

Chegando no supermercado não encontra o adaptador, porém se lembra de comprar frutas e verduras para sua dieta. Aproveita para deixar na geladeira de casa que está a apenas 30 minutos do supermercado.

Chegando em casa 11:30 percebe que está com fome e aproveita para almoçar e ver as noticias do dia no jornal. Volta ao trabalho às 14h sem seu adaptador e sem o relatório que deveria preparar para a reunião com a diretoria que estava prevista para começar às 14h30.

Essa cena se repete diariamente de diversas maneiras nas empresas. A baixa produtividade de um grupo de funcionários pode ser fatal para as empresas, fazendo com que a concorrência seja mais eficiente em qualidade, custo de produção e rapidez na tomada de decisão.

O maior vilão da produtividade é a procrastinação, deixar para depois o que pode ser feito agora. Em seguida, qualquer forma de interferência durante o trabalho é prejudicial. Ambiente de trabalho visualmente poluído,  ligações e e-mails particulares em excesso, falta de metas e planejamento, pobre gerenciamento do tempo, reuniões vagas e não objetivas.

Podemos definir produtividade como capacidade disponível menos interferências. Assim podemos pensar em diversas soluções para aumentar a produtividade de uma empresa, mas sempre será pelo aumento da capacidade ou pela redução de interferências no processo.

Devemos sempre estabelecer indicadores para acompanhar a produtividade, definindo metas de melhorias e compará-los com o mercado.  Esses indicadores podem ser utilizados desde o chão da fábrica medindo quantidade de peças produzidas por cada funcionário/hora até o presidente da empresa de quem se espera a entrega de um resultado aos acionistas, no mínimo acompanhando a média do setor de atuação da empresa.

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Atenção aos detalhes

Algumas semanas atrás recebi uma multa por estacionar em local proibido. Tinha uma placa de proibido estacionar,  mas quis interpretar como sendo proibido após a placa e não três metros antes, onde estacionei.

Na vida corporativa os detalhes fazem muita diferença: seja pelas roupas e modo de falar ou em informações que às vezes são ignoradas por descuido e que acabam causando problemas. No filme 12 Homens e Uma Sentença (12 Angry Men) fica evidente como é importante a atenção aos detalhes, assim como a reflexão sobre eles. No filme, também com uma versão para teatro, um rapaz acusado pela morte do pai vai a júri popular. A sua culpa parece certa, quando um dos juris  com excelente percepção aos detalhes consegue levantar dúvidas em relação à culpa para os demais membros do júri.

Com a quantidade de informações recebidas no trabalho é difícil ter foco em detalhes, que naturalmente passam desapercebidos dando lugar ao que é mais relevante. Viver para os detalhes é sinônimo de improdutividade e perda de tempo.

A importância dos detalhes está no impacto que podem causar e é esse o ponto que nunca podemos nos descuidar. Um zero a menos no momento de precificar, errar o nome do cliente, reutilizar apresentações sem atenção a todo o conteúdo que deve ser alterado são alguns descuidos que podem ser evitados.

Com o aprimoramento do business acumen, a tendência é esse tipo de problema ser reduzido após alguns erros, porém tendo em mente a importância dos detalhes muitas situações desagradáveis podem ser evitadas. No dia-a-dia presenciamos esse tipo de situação no ambiente de trabalho, mas sempre que possível a melhor forma é aprender com o erro – dos outros.

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